Vitrine Humana – (prólogo)

Prólogo
Qual seu preço? É muito gostoso – perguntou e comentou um homem quando Beto percebeu que ele lhe fazia sinais. Aproximou-se curioso.
Beto relata a prostituição masculina, de forma real com detalhes. Um belo garoto de dezoito anos; revela-nos seus desejos e anseios.
O vício nas drogas (maconha, cocaína, crack) o faz tornar-se escravo de uma realidade triste, por sentir-se frustrado. Por ser escravo da falta de amor próprio. Por não aceitar ser um objeto de prazer… Uma mercadoria…
Para viver hoje em dia é preciso adaptar-se a várias situações; porque existe uma crise que está solapando as pessoas. Uma crise humana e social, fazendo-as viver com medo da realidade.
Desemprego, drogas, indigência e a falta de amor destroem aos poucos nossos sonhos… Às vezes tão próximos de realizar, mas interrompidos pelas barreiras da vida.
Será que viver é tão difícil e triste? Será que o amanhã não faz sentido?
Marcelo junto com outros personagens vivem nessa sociedade “caótica” e nos contarão suas histórias que talvez, por mera coincidência, se pareçam com a sua.
Andréia e Bertha vivem os medos e anseios de portadores soropositivos para o HIV; a perspectiva de vencer a morte nos emociona a cada instante.
O amor homossexual, tratado de uma maneira clara, sutil, nos leva a conhecer um submundo oculto, surpreendente.
Emoção, drama, alegria, tristeza, nos fazem chegar à conclusão de que muitas vezes vale a pena “começar de novo”.
